segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Companhia

É sempre assim. Começamos por aquilo que nos guia na mesma direcção e vamos construindo. Com mais ou menos companhia, vamos seguindo por onde concordamos. Até que, pelo caminho, temos de decidir se é compatível o que temos programado porque, afinal, um corta-mato em nada parece coincidir com o reabastecer de água. Mas, se decidimos que tudo pode coincidir no mesmo mundo desenhado pelas nossas expectativas, aí não se largam as mãos por diante. Sim, vamos perdendo peregrinos pelo caminho. Mas vamos também ganhando outros, mesmo que em alturas diferentes. Custa e dói ver partir noutra direcção quem, até então, tinha desenhado a estrada com as mesmas aguarelas. Mas, olhando para o lado, aquele sorriso que bem conhecemos levanta-nos do chão e confia que vai correr tudo bem. E vai, sim. Mas apenas se os olhos não saírem do Horizonte e que fiques aqui, seguindo comigo.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Aos Poucos

..a grandeza que me vai sendo mostrada devagarinho, para não me assustar, de tão pequenina que sou.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Vermeer contemporâneo

Encontrei este desenho neste blog. Achei genial, desde as rastas ao alargador preto. E de piercing no nariz! Muito bom!
A Rapariga do Alargador Preto - Dee

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Along with Jazz

Just the way you are - Diana Krall

Olhar para cima

Brancas, vazias, vagas de sentido. As cabeças perdidas sem destino escolhem pouco ou nada para se agarrarem ao chão. E agarram-se de tal maneira que se esquecem que existe Céu. Mais tarde, admitem até que não podem olhar para cima porque será tal a desilusão de não existir nada, que mais vale não tentar. E assim tentam criar-se nuvens na terra, pinta-se tudo de azul, escolhem-se pássaros que voem baixo e dá-se o nome de "céu" ao que de facto não é. Com o passar do tempo, os que ainda olham para cima entristecem-se cada vez que uma boca diz que acreditam que há alguma coisa lá em cima, mas que não sabem se é, de facto, o Céu. Fica a esperança. "É o Céu! Já olhaste para cima? Já reparaste que tem nuvens, que muda de cor ao longo de dia, que é infinito e que nunca desaparece?". Pelo menos não desistem de ir tentando contar, a quem quer ouvir, o quão preenchedor é ter algo para olhar quando se deitam na relva de barriga para cima. A paz e a segurança que não se encontra nesses céus que foram sido criados. E, um dia, os que olham alto deixarão de ser desprezados  e gozados quando, aos poucos, a luz do Céu já não puder ser escondida. Fica a esperança.