Lugar, Itapua, Coro das 19h e Amy
(Este lugar, Tarde em Itapua, Coro do 73 das 19h e Amy Winehouse, para ser mais precisa)
Têm-me dito que este lugar já não é o que era. Que gostavam mais da old version do Dedos Livres. E percebo, de certa maneira. Não é que não queira que fique assim, mas é inevitável um afastamento deste cantinho quando a escola, os trabalhos, as prioridades nos dão uma cotovelada e caímos para as obrigações... Mas por uns tempos cosegui levantar-me delas e aqui estou de novo, agradecendo essas críticas que, no fundo, estão cheias de elogios escondidos.
Hoje fui a Itapua, de novo. Passei uma tarde maravilhosa. Não, não fui ao Brasil, nem existe uma cidade chamada Itapua cá, mas é o nome que gosto de chamar àquele jardim, por me fazer lembrar da música "Tarde em Itapua".
Hoje a missa lá dos escuteiros foi um stress. a menos de meia hora da missa começar, apercebemo-nos que não ia haver guitarra. Stress? não! nem tínhamos a Maria, que normalmente coordena o coro! Nem o jambé, nem PESSOAS dos escuteiros, pois os únicos que tiveram actividade foram...os lobitos. (Sem ofença, excelentíssimos Senhores Lobritos, vós sois uns cantores e pêras! então quando se colam ao microfone, ui, adoramos todas e as senhoras velhas da Igreja (uma vez mais, sem ofensa), essa ainda gostam mais! ) . Mudámos uma ou outra música, para as mais conhecidas, a Guiga tomou controla e straduff, estava pronto. Lá cantámos as músicas todas "à chapelle" e bem, até correu bem! considerando os pormenores...! à saída recebemos ainda alguns elogios e desta vez souberam MESMO bem, porque nunca temos noção de como soam lá atrás as nossas vozes... E isto ainda que nos tenhamos rido no fim de todas as músicas (e agora revelo um segredinho), porque ou acabávamos em falso ou cantávamos uma estrofe não ensaiada, ou começávamos em tons diferentes, ou cameçávamos estrofes diferentes... uma coisa linda!
Tou a morrer de sono. E, ainda assim, aqui estou, depois de me ter mentalizado que tinha q escrever qq coisa. E tou a consegui-lo ao som de Diana Krall e outras músicas inspiradoras. Depois dou a receita ;) Ontem adorava ter ido ao rock in rio, acho que foi o auge. Andei a arrastar-me para comprar os bilhetes, depois até desisti da ideia. E quando finalmente me lembrei que afinal queria ir, eles esgotaram. Damn it.
Mesmo assim, ouvi na rádio o concerto da Amy Winehouse. er.... speachless. EU E ELA! Com aquela vozinha rouca e mal tratada, ela bem podia estar speachless. ela tem um vozeirão e desperdiça-o dessa maneira , que até dá pena! Mas enfim, lá fez muitos pedidos de desculpa, contou que (UAU) o marido vai sair da prisão brevemente (BOA AMY, ESTAMOS CONTIGO) e fazem anos de casados (ainda há gente que se case nos EUA?) por esta altura (QUE AMORES, acham que têm extravaGANZA para lhes mandar uma mensagenzinha ou telefonar à pala a dar os parabens?? se calhar o telemóvel dela foi-se ao ar com vomitado dela em cima... ou sangria branca... ou então ...bem, nem quero descrever. ) (ups, ainda nao tenho extreme e/ou Extravaganza...nao sei se vou aderir, mas isso é outra história).... [onde é que eu ia?] [ah, sim]
....por esta altura... e então ela está a morrer de saudades (AH, ENTÃO PRONTO, NOS DESCULPAMOS Q ESTEJAS COMPLETAMENTE BEBEDA) e ficou tão emocionada que até chorou na música que se segiu à história cadastral da vida dela. Até simpatizei com ela depois de ter pedido tanta desculpa e, principalmente, quando disse que queria cancelar o concerto por não estar em condições (NAO ESTAR EM CONDIÇÕES? TAS ÓPTIMA, AMY! É ASSIM QUE HONRAS O TEU APELIDO! (wine-house, duh. ) ) mas como queria tanto lá estar...que prontoS pá, é assim!
E enfim, depois desta dissertação sobre os fenómenos actuais, vou bazá-las daqui, qe isto não são horas que se olhem pelo relógio.
PS: OH NÃO, FRED, A AMY ESTÁ MESMO EM TODAS AS CONVERSAS! o quê? pizza? ah, amy. RoverWay? amy. rock in rio? amy. chaves do carro? Amy.
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domingo, 1 de junho de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Tarde
Izzie, Izzie, bem vejo como olhas o infinito, como ficas a pensar na sorte que tens. Ou no azar que tens por seres assim tão...complexa. Mas olha, olha para lá, para isso, para o nada. Pensa bem fundo e, no momento seguinte, age, vai, agradece ter lá estado. Encontraste a resposta. Não foi sozinha. Foi ele quem te deu a resposta que, na sua simplicidade, surgiu. Estava lá. Era tão óbvia, tão fácil, tão natural, que nem te apercebeste como a tinhas. Calma e serena, aí ficas, do lado de lá. Como, como é que te escapou? E como, como é que de repente....tudo mudou?
Descobriste a ponta do novelo, puxaste, os nós desfizeram-se. Num único instante. Ali. Assim.
E agora, para onde caminhas? Para onde vais, com tanta certeza? Izzie, incertezas? Não do destino, mas do caminho. Por agora, não te arrastes, Izzie, não te arrastes. Firme, pé e pé, passo e passo, rumo em frente, sem olhar para trás. Se olhares, que seja para não tropeçares no mesmo, ou para desmistificar a pedra no caminho. Izzie, vejo-me em ti, sabes? Conheço-o, reconheço-o. É tão parecido contigo....! Sorrio, olhando-vos., juntos, por aí, nessa inocência que ninguém percebe. Jardins descobertos, bancos conquistados. Risos surgidos da realidade do nada.
Tudo vosso ...
...tudo nosso.
Izzie, Izzie, bem vejo como olhas o infinito, como ficas a pensar na sorte que tens. Ou no azar que tens por seres assim tão...complexa. Mas olha, olha para lá, para isso, para o nada. Pensa bem fundo e, no momento seguinte, age, vai, agradece ter lá estado. Encontraste a resposta. Não foi sozinha. Foi ele quem te deu a resposta que, na sua simplicidade, surgiu. Estava lá. Era tão óbvia, tão fácil, tão natural, que nem te apercebeste como a tinhas. Calma e serena, aí ficas, do lado de lá. Como, como é que te escapou? E como, como é que de repente....tudo mudou?
Descobriste a ponta do novelo, puxaste, os nós desfizeram-se. Num único instante. Ali. Assim.
E agora, para onde caminhas? Para onde vais, com tanta certeza? Izzie, incertezas? Não do destino, mas do caminho. Por agora, não te arrastes, Izzie, não te arrastes. Firme, pé e pé, passo e passo, rumo em frente, sem olhar para trás. Se olhares, que seja para não tropeçares no mesmo, ou para desmistificar a pedra no caminho. Izzie, vejo-me em ti, sabes? Conheço-o, reconheço-o. É tão parecido contigo....! Sorrio, olhando-vos., juntos, por aí, nessa inocência que ninguém percebe. Jardins descobertos, bancos conquistados. Risos surgidos da realidade do nada.
Tudo vosso ...
...tudo nosso.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Com um V na ponta
Respirar fundo.
Voltei.
Por momentos tive que me afastar, de tudo. Momentos talvez breves, talvez não. Às vezes pareceram longos demais. Não correu como queria, mas...e depois? não foi uma coisa, foram quatro ou cinco. E a sexta? E se tivesse a centésima? Seria mais uma contra a qual teria que lutar. E lutei. Não sozinha, mas mais do que pensava. Ou acompanhada, mais do que pensava. Pergunto-me, espreitando o lado de lá, se tudo foi a quatro ou seis pegadas. Se caminhei tão separada dos pés que pensava que lá estariam. Oiço barulhos, tenho de parar de espreitar. Contento-me com a resposta de que as outras pegadas que faltam, essas foram apagadas pelo mar, mas estiveram lá, e eu não as vi. Desejava que não fossem tão transparentes, gostava de eu mesma agradecer aos pés que não me deixaram sozinha. Senti-me sozinha, tão só como o ponto preto na tela branca. Não fosses tu, ela e Ele, que seria de mim? Desiludo-me a pensar no ridículo dos meus problemas. Coisas pequenas, comparadas com a Vida. Mais pequenas ainda comparadas com a ajuda que posso dar aos outros. Parar de pensar no dedo que me foi cortado e ajudar os outros a porem as luvas nas suas preciosas mãos. Tenho pena ter sido assim, ter pensado demais no que me acontecera. Na escalada, o meu pé escoregou e isso ofuscou-me. Agora vejo que os que iam agarrados a mim, a precisar de mim, em baixo, assustaram-se bem mais que eu. Tenho que me agarrar, levar os outros comigo, ajudá-los a subir. Não que eu saiba, ninguém sabe como é o Topo da montanha. Mas precisamos uns dos outros para subir. Cada vez parece mais lenta, a subida. Cada vez mais ofegante. O ar é mais leve, o Sol mais aquece, embora estejemos rodeados de neve. Por entre os pensamento que me foram invadindo, decidi: vou continuar a subir. Os sticks que tenho nas mãos servem de algo. E a música que enche os ouvidos, essa é a voz de Deus que nos impele a subir. Não sei subir, meu Pai, ajuda-me! Braçada após braçada, pegada atras de pegada, vou subindo, devagar, sem saber bem o que me espera, sem saber os perigos que andam por aí. Quantos desistiram pelo caminho... Quantos escorregaram e não conseguiram continuar. Quantos, assustados pelo pé que escorregou, deixaram os outros para trás. Quantos tinham os ouvidos tapados e não ouviram a brisa que vinha do topo...Respiro fundo. sinto a brisa na cara. Impelida, faço força e consigo repôr o pé na espessa parede da Montanha. Quero ver a vista lá de cima, quero olhar à volta e deliciar-me com o que vejo. Olhar para trás e pensar que já cheguei.
Por isso vou por aí, cravo os sticks na montanha da Vida e vou aprendendo a subir.
[inspirei-me no blog da Francisca ao pôr esta ftg. Acho que simboliza rir face aos problemazinhos do passado - daí estar virada para a esquerda (nao tinha pensado nisto quando me tiraram a ftg) . Au naturel :) ]
Respirar fundo.
Voltei.
Por momentos tive que me afastar, de tudo. Momentos talvez breves, talvez não. Às vezes pareceram longos demais. Não correu como queria, mas...e depois? não foi uma coisa, foram quatro ou cinco. E a sexta? E se tivesse a centésima? Seria mais uma contra a qual teria que lutar. E lutei. Não sozinha, mas mais do que pensava. Ou acompanhada, mais do que pensava. Pergunto-me, espreitando o lado de lá, se tudo foi a quatro ou seis pegadas. Se caminhei tão separada dos pés que pensava que lá estariam. Oiço barulhos, tenho de parar de espreitar. Contento-me com a resposta de que as outras pegadas que faltam, essas foram apagadas pelo mar, mas estiveram lá, e eu não as vi. Desejava que não fossem tão transparentes, gostava de eu mesma agradecer aos pés que não me deixaram sozinha. Senti-me sozinha, tão só como o ponto preto na tela branca. Não fosses tu, ela e Ele, que seria de mim? Desiludo-me a pensar no ridículo dos meus problemas. Coisas pequenas, comparadas com a Vida. Mais pequenas ainda comparadas com a ajuda que posso dar aos outros. Parar de pensar no dedo que me foi cortado e ajudar os outros a porem as luvas nas suas preciosas mãos. Tenho pena ter sido assim, ter pensado demais no que me acontecera. Na escalada, o meu pé escoregou e isso ofuscou-me. Agora vejo que os que iam agarrados a mim, a precisar de mim, em baixo, assustaram-se bem mais que eu. Tenho que me agarrar, levar os outros comigo, ajudá-los a subir. Não que eu saiba, ninguém sabe como é o Topo da montanha. Mas precisamos uns dos outros para subir. Cada vez parece mais lenta, a subida. Cada vez mais ofegante. O ar é mais leve, o Sol mais aquece, embora estejemos rodeados de neve. Por entre os pensamento que me foram invadindo, decidi: vou continuar a subir. Os sticks que tenho nas mãos servem de algo. E a música que enche os ouvidos, essa é a voz de Deus que nos impele a subir. Não sei subir, meu Pai, ajuda-me! Braçada após braçada, pegada atras de pegada, vou subindo, devagar, sem saber bem o que me espera, sem saber os perigos que andam por aí. Quantos desistiram pelo caminho... Quantos escorregaram e não conseguiram continuar. Quantos, assustados pelo pé que escorregou, deixaram os outros para trás. Quantos tinham os ouvidos tapados e não ouviram a brisa que vinha do topo...Respiro fundo. sinto a brisa na cara. Impelida, faço força e consigo repôr o pé na espessa parede da Montanha. Quero ver a vista lá de cima, quero olhar à volta e deliciar-me com o que vejo. Olhar para trás e pensar que já cheguei.
Por isso vou por aí, cravo os sticks na montanha da Vida e vou aprendendo a subir.
[inspirei-me no blog da Francisca ao pôr esta ftg. Acho que simboliza rir face aos problemazinhos do passado - daí estar virada para a esquerda (nao tinha pensado nisto quando me tiraram a ftg) . Au naturel :) ]
domingo, 13 de abril de 2008
domingo, 23 de março de 2008
sexta-feira, 14 de março de 2008
Aos vários destinatários:
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
- Para a Aninhas (então é um "AAAHH" histérico);
- Para o Zé (idem);
- para os meus ténis porque se esqeceram deles mesmos (sim, não fui eu que me esqeci deles! ora ora! eles que viessem na minha mão! (ahahahah) ) na escola;
- para ti porque não é como gostaria que fosse (mas assim continuarei);
- para a Benedita porque VOU AO PORTO, para casa delaaaa;
- PARA TODOS PORQUE: ESTOU DE FÉRIAAAAAAAAAAS!!!!
(eheh, os dois primeiros AH's são especiaiiiis :P )
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
- Para a Aninhas (então é um "AAAHH" histérico);
- Para o Zé (idem);
- para os meus ténis porque se esqeceram deles mesmos (sim, não fui eu que me esqeci deles! ora ora! eles que viessem na minha mão! (ahahahah) ) na escola;
- para ti porque não é como gostaria que fosse (mas assim continuarei);
- para a Benedita porque VOU AO PORTO, para casa delaaaa;
- PARA TODOS PORQUE: ESTOU DE FÉRIAAAAAAAAAAS!!!!
(eheh, os dois primeiros AH's são especiaiiiis :P )
quarta-feira, 12 de março de 2008
Sentidos contrários
Se por entre o raio de luz que trespassa a janela me encontrasse, se com ele revirasse o mundo, se conseguisse soltar o voo que há em mim,
então talvez fosse.
Talvez, de facto, conseguisse ser as línguas de reflexo do sol sobre o horizonte do mar.
Talvez me desenrolasse dos fios confundidos dos auriculares do mp3 e das pedras da calçada do mundo que corre para os infinitos cantos do mundo, porque a Terra é redonda.
Talvez me deixasse , a mim, fugir da desilusão do pé da flor, talvez te disesse: "anda, é por aqui. Segue-me". E talvez nos deixasse levar para lá dos prédios, das luzes rápidas na autoestrada, das filas intermináveis de nuvens e restos delas que nos fazem imaginar coelhos, dragões, desenhos nas estrelas.
Gostava de passar pela fechadura da porta que me agarra à cadeira da boa educação. Fico sentada por ti, porque tem que ser. Um dia levanto-me, abro a boca e saem-me as palavras presas que se querem soltar, como ímanes contrários, presos um ao outro. aí falo os horrores e maravilhas que já conheces e finges desconhecer, ou que simplesmente queres evitar. E evitas. E mudas de faixa para te enganares e sentires que o teu destino é outro. Eu sou a tabuleta azul da direcção que devias seguir, queria ser. Devia sê-la. Quantas vezes já conduzimos na direcção certa? quantas vezes mudámos? E, de todas elas, nunca, ao mesmo tempo, olhámos o mesmo frente. E, quando olhamos para trás, não existe simultaneidade.
Minto. Uma vez.
Foi uma vez que voei alto, perto do Sol. Senti-me quente, preenchida. Mas queimei as asas, foste tu quem mas queimou.
Dá-me essas asas de volta. Não precisas de arranjar umas, as tuas estão aí, escondidas atrás da estante velha e usada.
De vez em quando mostras a pontinha da tua asa direita, devagarinho, como uma criança mostra uma joaninha presa na mão à mãe. Sorris feliz, recordando o sentido que agora não percorres, mas que querias percorrer, pensas duas vezes se estás a ver a tabuleta certa. Não estás, mas continuas.
Se um dia saissem como sementes da minha boca, eu fazia pontaria para terra boa. Mas é tão difícil, está tão longe. Não sei se é terra seca mascarada de fértil.
Não sei, mas tento saber.
Queria saber.
Um dia faço pontaria e espero que acerte.
Mas primeiro, vou olhar de frente a tabuleta e, como um raio de luz, fecho os olhos e atiro-me de cabeça para o desconhecido.
Se um dia eu pudesse, eu era.
Se por entre o raio de luz que trespassa a janela me encontrasse, se com ele revirasse o mundo, se conseguisse soltar o voo que há em mim,
então talvez fosse.
Talvez, de facto, conseguisse ser as línguas de reflexo do sol sobre o horizonte do mar.
Talvez me desenrolasse dos fios confundidos dos auriculares do mp3 e das pedras da calçada do mundo que corre para os infinitos cantos do mundo, porque a Terra é redonda.
Talvez me deixasse , a mim, fugir da desilusão do pé da flor, talvez te disesse: "anda, é por aqui. Segue-me". E talvez nos deixasse levar para lá dos prédios, das luzes rápidas na autoestrada, das filas intermináveis de nuvens e restos delas que nos fazem imaginar coelhos, dragões, desenhos nas estrelas.
Gostava de passar pela fechadura da porta que me agarra à cadeira da boa educação. Fico sentada por ti, porque tem que ser. Um dia levanto-me, abro a boca e saem-me as palavras presas que se querem soltar, como ímanes contrários, presos um ao outro. aí falo os horrores e maravilhas que já conheces e finges desconhecer, ou que simplesmente queres evitar. E evitas. E mudas de faixa para te enganares e sentires que o teu destino é outro. Eu sou a tabuleta azul da direcção que devias seguir, queria ser. Devia sê-la. Quantas vezes já conduzimos na direcção certa? quantas vezes mudámos? E, de todas elas, nunca, ao mesmo tempo, olhámos o mesmo frente. E, quando olhamos para trás, não existe simultaneidade.
Minto. Uma vez.
Foi uma vez que voei alto, perto do Sol. Senti-me quente, preenchida. Mas queimei as asas, foste tu quem mas queimou.
Dá-me essas asas de volta. Não precisas de arranjar umas, as tuas estão aí, escondidas atrás da estante velha e usada.
De vez em quando mostras a pontinha da tua asa direita, devagarinho, como uma criança mostra uma joaninha presa na mão à mãe. Sorris feliz, recordando o sentido que agora não percorres, mas que querias percorrer, pensas duas vezes se estás a ver a tabuleta certa. Não estás, mas continuas.
Se um dia saissem como sementes da minha boca, eu fazia pontaria para terra boa. Mas é tão difícil, está tão longe. Não sei se é terra seca mascarada de fértil.
Não sei, mas tento saber.
Queria saber.
Um dia faço pontaria e espero que acerte.
Mas primeiro, vou olhar de frente a tabuleta e, como um raio de luz, fecho os olhos e atiro-me de cabeça para o desconhecido.
Se um dia eu pudesse, eu era.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Mais uma semana..
Uf....!
Respirar fundo...
Acabaram-se os testes...
Por enquanto...
Claro que isto não invalida a apresentação do trabalho de AP, o portefólio de psicologia (que nunca falha), a apresentação de português - o que inclui acabar de ler o livro que tenho q apresentar, mais fazer a apresentaçãozinha de Power Point que nunca é dispensada... Odeio ler à pressão.. Mas às vezes pergunto-me se se não tivesse pressão..continuaria a ler? Ou pelo menos...estes livros? - e ainda a maravilhosa aula de catequese p as 4 miúdas do 9º ano.. E, por serem já dessa idade, tenho mesmo q preparar aula...
E sabendo que a próxima semana vai ser de loucos, como é q eu vou fazer?
Não me interessa, ou pelo menos não quero pensar nisso - porque sim, interessa-me - mas não agora.
Estou com a cabeça em água.
Se a semana foi stressante, imagine-se hoje...
E eu que pensava que ia ser descanso...
Caí num buraco stressado e desfiz-me durante uns segundos. Ai se não fosse a Aninhas, não sei o que seria de mim... Obrigada! E ainda me ri, ao telefone, apesar do meu estado.. Não era assim tão mau, agora q olho para trás. Mas na altura tudo nos aprece maior do q aquilo que é. e nunca é assim tão grande. Nem mesmo quando é grande. Há sempre algo maior que isso..
E, ainda assim, achamos que é grande..
E é por essa conversa que aqui estou, e não a dormir depois de me ter deitado em desespero-pequeno...
Mas teias de aranha à parte,
Convidei a Rita p vir aqui escrever há uma semana.. com nunca mais vem à internet por falta de tempo - segundo o que ela diz, e eu confio - , convidei a Aninhas simultaneamente.
Como convidei primeiro a Rita ela tem prioridade: mas apenas segundo estas regras:
- a Rita sabe
- a Aninhas não (que foi convidada)
- a primeira que aceitar o convite (que aparecerá no e-mail), tem prioridade!
- e salta uma à frente da outra...!
eheheh
vamos ver, vamos veeeer!
Sei tanto como vocês!
Aguardo o final..!
E, apesar da imensidão de coisas sobre as quais poderia escrever, não o vou fazer.
Por enquanto não.. Há coisas que tenho que descobrir por mim mesma, antes das certezas que quero ter. Sobre tudo, ou sobre nada? Pergunto-me o que será.
Só o tempo o dirá?
...só? Talvez não.
Mais uma vez digo: estou com a cabeça em água.
Talvez por isso nem escreva mais, talvez não seja porque não quero saber que sei as respostas que procuro.
Por agora,
é isto.
Uf....!
Respirar fundo...
Acabaram-se os testes...
Por enquanto...
Claro que isto não invalida a apresentação do trabalho de AP, o portefólio de psicologia (que nunca falha), a apresentação de português - o que inclui acabar de ler o livro que tenho q apresentar, mais fazer a apresentaçãozinha de Power Point que nunca é dispensada... Odeio ler à pressão.. Mas às vezes pergunto-me se se não tivesse pressão..continuaria a ler? Ou pelo menos...estes livros? - e ainda a maravilhosa aula de catequese p as 4 miúdas do 9º ano.. E, por serem já dessa idade, tenho mesmo q preparar aula...
E sabendo que a próxima semana vai ser de loucos, como é q eu vou fazer?
Não me interessa, ou pelo menos não quero pensar nisso - porque sim, interessa-me - mas não agora.
Estou com a cabeça em água.
Se a semana foi stressante, imagine-se hoje...
E eu que pensava que ia ser descanso...
Caí num buraco stressado e desfiz-me durante uns segundos. Ai se não fosse a Aninhas, não sei o que seria de mim... Obrigada! E ainda me ri, ao telefone, apesar do meu estado.. Não era assim tão mau, agora q olho para trás. Mas na altura tudo nos aprece maior do q aquilo que é. e nunca é assim tão grande. Nem mesmo quando é grande. Há sempre algo maior que isso..
E, ainda assim, achamos que é grande..
E é por essa conversa que aqui estou, e não a dormir depois de me ter deitado em desespero-pequeno...
Mas teias de aranha à parte,
Convidei a Rita p vir aqui escrever há uma semana.. com nunca mais vem à internet por falta de tempo - segundo o que ela diz, e eu confio - , convidei a Aninhas simultaneamente.
Como convidei primeiro a Rita ela tem prioridade: mas apenas segundo estas regras:
- a Rita sabe
- a Aninhas não (que foi convidada)
- a primeira que aceitar o convite (que aparecerá no e-mail), tem prioridade!
- e salta uma à frente da outra...!
eheheh
vamos ver, vamos veeeer!
Sei tanto como vocês!
Aguardo o final..!
E, apesar da imensidão de coisas sobre as quais poderia escrever, não o vou fazer.
Por enquanto não.. Há coisas que tenho que descobrir por mim mesma, antes das certezas que quero ter. Sobre tudo, ou sobre nada? Pergunto-me o que será.
Só o tempo o dirá?
...só? Talvez não.
Mais uma vez digo: estou com a cabeça em água.
Talvez por isso nem escreva mais, talvez não seja porque não quero saber que sei as respostas que procuro.
Por agora,
é isto.
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