segunda-feira, 12 de novembro de 2007

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Desconhecidos
O metro nunca mais chegava.
Izzie já estava atrasada para ir ter com uma amiga, e ainda tinha que mudar de metro na estação seguinte e sair na última estação da linha seguinte.
A estação estava quase deserta.
Depois dela, desceu à estação um qualquer rapaz, igual aos outros todos. Tinha o seu estilo. Estava sozinho.
O metro chegou.
Izzie entrou para o metro e rezou as suas orações matinais. Parou na estação seguinte para trocar a linha de metro.
Quando olhou para o lado, lá estava ele. O mesmo que tinha entrado na estação em que Izzie entrara.
Estavam longe, mas não por muito tempo. Aos poucos, davam pequenos passos para se aproximarem um do outro. Ela não percebia porque estava a agir assim. Mas estava a divertir-se.
Entraram os dois para a mesma carruagem, quando o segundo metro chegou. Os bancos eram daqueles que são quatro em quadrado: dois virados para dois, e ele sentou-se num deles, encostado à janela, ao fundo da carruagem.
Izzie sentou-se na sua diagonal, no banco da frente.
Ele riu-se.
Ela sorriu.
Ela pôs os pés em cima do banco da frente dela.
Ele pôs um pé em cima do banco da frente, ao lado do banco dela.
Ela riu-se.
Ele riu-se.
De vez em quando ele olhava para ela, discretamente. Ela sentia o olhar. Ela também o fazia, mas de maneira que os olhares não se cruzassem.
Mesmo assim, cruzaram-se.
Izzie reparou que ele tinha uma t-shirt de um concerto ao qual ela também tinha ido.
"Engraçado", pensou ela, "hoje de manhã pensei em trazer a minha. aaaaai, devia tê-a vestido!"
Izzie queria, queria! meter conversa, mas cada vez que abria a boca, não saía nada...
As estações iam passando.
As pessoas iam entrando e saindo, e nenhuma delas reparava no que ali se passava.

Sem saber porquê, de repente, as palavras saíram-lhe da boca:
"Foste ao concerto do JJ?"
Ele olhou-a surpreendido, olhou para a t-shirt e disse "aaaah, a t-shirt! fui, fui! foste?"
"Fui. Adorei"
A partir daí começaram a falar de concertos e Izzie soube que ele tinha ido a mais concertos do que ela iria a vida toda. E muitos dos quais ela tinha pensado em ir ver. Soube que ele era das CdR, e não de Lisboa. Ficava cá durante a semana e ao fim de semana ia ter com a família. Descobriram que moravam perto, em Lisboa.
A conversa ia saindo quando o metro parou na penúltima estação. Ele levantou-se, "Tenho que ir, tchau".
Ela olhou para ele e disse "adeus..."

E viu-o ir-se embora.
Lembrou-se que não sabia o nome dele. Ficou com pena.
Mas Sorriu.
Estava contente, ou quase.
A única coisa que queria era saber o seu nome.
A partir daí, Izzie, sempre que saía de casa olhava em volta, em todas as direcções, para toda a gente, à procura da cara daquela pessoa.
Ela sentia-se vazia, queria saber mais dele.

Ele, o desconhecido.

7 comentários:

sara tavares disse...

Está tão giro cacao.
Asserio =)
Agora percebo, até tem um valor especial. xD


Beijinhoooo

Pedro de Arimateia disse...

"valor especial" :P Tiveste bem, Sara.

Será que veremos mais posts da Izzie? Será que isto tem saga? Bom, esperamos todos q sim :) e se tiver, ff de escrever aqui :P

Anónimo disse...

se fosse de táxi, já não aconteciam destas coisas...
;)
texto giro
Godmother

aninhas disse...

eu n tnh desses dias no metro pq :p?


bem so espero q a menina o volte a ver xD!

Cacao disse...

qem disse qe era eu??
presumem cada coisa:P

0:P

Quelqu'un disse...

Muito giro :)
porque é que ele não disse o nome??
pode ser que ele ainda volta a aparecer, um dia destes...

gostei de ler

Cacao disse...

eu tb gostava de ler o teu nome. ahah