segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Filha Pródiga
Não queria descarregar em ti,
aturas-me todos os dias
Aguentas com o stress que trago
E, ainda assim, decarrego em ti.

Desculpa, não foi por mal
Se pudesse
Voltava atrás no tempo e repetia tudo
mas sem bater com a porta,
sem deixar ver no teu rosto desilusão
ou tristeza
ou esses sentimentos pelos quais me sinto responsável.

Sei que sabes que estou arrependida
porque lá no fundo conheces-me melhor que ninguém

Sorrio-te de novo
olho para ti com esperança que me desculpes
Sei que ficaste magoada, mas quase não se nota
Tentaste apagar,
como o resto que te fiz.
Agora apenas te lembras das coisas boas que te fiz
dos presentes que te dei
do carinho que demonstrei
e do amor que sabes que sinto.

Obrigada,
como tu não há nenhuma.
Consolas-me só com um sorriso.
com ele dizes "Não faz mal".

Obrigada.
Amanhã repito outra vez,
arrependo-me de novo
E depois, lá estás tu,
de braços abertos a dizer:
"Perdoo-te".

Obrigada.
És fonte segura.

4 comentários:

Sujeito Poético disse...

Grande texto Cacao!

Cacao disse...

quando vem de dentro...!:)

(n)Ana disse...

não consegui ler tudo... tens o gordo do "leitor" de musica a tapar... :o(
Mas... que bonita que és tu por dentro ;o)

Susana Pereira disse...

Cacao, gosto de ver que existe sempre um ser poeta naqueles que têm alguma coisa lá dentro, bem dentro do seu ser! Tu és daquelas pessoas que eu digo mesmo: Esta rapariga tem uma maneira de se expressar..É mesmo única! :D
Parabéns!

Beijinhos,
Susana

PS.: e nós também agradecemos por partilhares isto connosco :D